sábado, 29 de novembro de 2008

QUEM MANDOU APOSTAR ?





Desvalorização do real: muitos sentiram o golpe.

A primeira a soar o alarme foi a Sadia. No final de setembro, com a disparada do dólar, a companhia processadora de carne de frango anunciava que poderia ter extrapolado os limites estabelecidos pela política de risco da empresa ao investir em mais derivativos cambiais do que necessitava para cobrir suas exportações. Instantaneamente, a companhia demitiu seu principal executivo financeiro, tirou Luiz Furlan de sua aula de tênis e o levou de volta ao conselho da Sadia.
Os anúncios que vieram na seqüência faziam crer que essa era apenas a ponta do iceberg. A Aracruz, maior produtora mundial de celulose de eucalipto, revelou que sua exposição em contratos de target forward poderia ser o dobro dos derivativos atrelados ao pré-pagamento de exportações. Uma situação crítica que só teve um sinal consistente em 4 de novembro, quando a empresa finalmente revelou o valor total da perda - US$ 2,13 bilhões, o maior anunciado -, e que esta já estava sendo renegociada com os bancos, eliminando com isso a exposição em 97% desses papéis.
A falta de informações concretas sobre o número de companhias e o montante envolvido nessa jogada pela solidez do real levava mais tensão ao mercado. A corrida das empresas para resgatar depósitos para cumprir contratos e a possibilidade de calote a bancos fizeram o mercado batizar o evento de subprime tropical. O governo estimou que cerca de 200 empresas estavam envolvidas nesse tipo de contrato, e muitos previam que o buraco poderia ser mais fundo. Afinal, ainda havia um universo inexplorado entre as empresas de capital fechado, outras que poderiam ter negociado diretamente na BM&F Bovespa, além das com contratos no exterior.
Dessa forma, em um lapso de tempo, os derivativos cambiais, que costumam ser avaliados como uma excelente forma de cobertura para as empresas exportadoras, se transformaram em vilão, dando duras lições às empresas que por um momento de euforia desviaram seu foco da proteção e buscaram esses papéis como uma máquina de lucro. Observando seus efeitos em países como Brasil, Rússia e Coréia, Paul Krugman vaticinou no New York Times que o resultado dessa aposta de risco na fortaleza das moedas dos países emergentes seria "o segundo epicentro" da crise financeira mundial.
Outro mercado emergente fortemente afetado foi o México, onde importantes empresas revelaram perdas por suas exposições a esses instrumentos. Segundo Nicolás Olea, sócio do escritório da KPMG na Cidade do México, as perdas no país se explicam porque os gerentes financeiros pecaram por uma confiança desmedida. "A estabilidade experimentada pelo peso mexicano os fez cair em uma zona confortável", explica. "Ao ver que sofriam perdas por operações em que o dólar continuava se debilitando, decidiram assumir um risco extra e apostar em operações contrárias em derivativos para ressarcir perdas anteriores e embolsar lucro extra."
Entre as companhias mexicanas que participam dessa lista estão a Cemex, com perdas de mais de US$ 700 milhões, a fabricante de tortilhas Gruma, com US$ 684 milhões; o grupo industrial Gissa, com US$ 600 milhões e a fabricante de vidro Vitro, com US$ 227 milhões. O caso mais significativo foi o da empresa varejista Comercial Mexicana, que teve que pedir ajuda a seus credores devido aos US$ 1,39 bilhão em perdas relacionadas à exposição a esses derivativos.
Mau precedente
No Brasil, ainda que permaneça a dúvida sobre quando essa onda de prejuízos tocará o fundo, a aposta é de que os anúncios bombásticos já foram dados, e as negociações em curso entre empresas e bancos acalmam o mercado. "Bolhas existirão, e é preciso acostumar-se a elas", diz Gabriel Basaluzzo, diretor do mestrado de Finanças da Universidade San Andrés, em Buenos Aires.
Mas nem todos os que estão em cima dela, grandes ou pequenos, querem aceitar isso. A empresa têxtil Vicunha, por exemplo, devia US$ 100 mil ao Merrill Lynch por perdas com derivativos, e afirmou que não pagaria alegando que a pessoa que assinou não tinha autorização para fazê-lo. Para Carlos Eduardo Gonçalves, professor de Economia da FEA/USP, esse é um precedente arriscado. "Se as empresas não pagarem, o que vai ser do mercado futuro daqui pra frente?", questiona.
Afinal, o jogo não pode ser legal apenas quando se está ganhando, e não é de hoje que as empresas o fazem. Um working paper do Banco Central chamado "Demand for Foreign Exchange Derivatives in Brazil: hedge or especulation", publicado no final do ano passado por Fernando Oliveira e Walter Novaes, analisou contratos de swaps de taxa de câmbio abertos ao final de 2002 e identificou que em períodos de grande volatilidade cambial, como em 2002, a demanda de empresas por esse tipo de derivativo está fortemente relacionada a razões especulativas, sendo as empresas exportadoras as com maior probabilidade de fazê-lo.
Além do risco da perda pelo câmbio, entretanto, o problema está na credibilidade, "já que o acontecido expõe um problema sério de governança corporativa", lembra Gonçalves. "O que o board estava fazendo nessa hora?" E há quem afirme que a aventura mal-sucedida dos derivativos seja motivo para o afastamento de investidores internacionais que buscam negócios na bolsa brasileira, e não querem saber de especulação com seu dinheiro. "O instrumento escolhido por essas empresas é simples, não fixa limites para cima ou para baixo para limitar perdas excessivas e em períodos de volatilidade moderada são eficazes", diz Basaluzzo. "Mas quando uma bolha rompe, cobra tudo de volta, e num só golpe, e a estrutura da tesouraria de uma empresa não está preparada para identificar esses momentos, pois tem seu foco na área produtiva, e não na financeira."
Para José Cézar Castanhar, economista da FGV-Rio, "esse episódio deixou claro que é errada a noção de que se pode acreditar em ajuste automático; e que os executivos precisam focar-se na finalidade da empresa, e avaliar mais seriamente os impactos de suas escolhas."
Correção de rota
Como, então, evitar o desastre? "Não se pode colocar travas nem restringir o mercado, mas do ponto de vista regulatório hoje se está facilitando ao máximo a divulgação de dados, da forma mais transparente possível", diz Edison Arisa, coordenador técnico do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), sobre a iniciativa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deliberar a exigência de informações mais abrangentes e detalhadas sobre os instrumentos derivativos que as companhias detêm em seus balanços trimestrais, a partir do terceiro trimestre deste ano. Arisa acrescenta que a CVM também pediu às empresas, de forma facultativa, que passem a apresentar uma análise da sensibilidade dos derivativos que operam, com parâmetros pré-definidos.
Para as empresas escaldadas pelas perdas de dinheiro e de moral nesse jogo de azar, a sugestão dos analistas é de trabalhar com políticas de exposição ao risco mais rígidas, como as de um banco.
Para Basaluzzo, outra estratégia possível para retornar uma empresa ao foco produtivo seria uma mudança na política interna da companhia, excluindo o resultado desses mecanismos financeiros da remuneração do CFO. "Esse executivo está aí para garantir caixa e minimizar o risco. Enquanto seja premiado por resultados, poderemos ver tal situação se repetir com mais freqüência". Já Álvaro Cyrino, professor de Economia da Fundação Dom Cabral, afirma que hoje "os executivos são remunerados pela capacidade de criar uma fantasia, e são bem remunerados porque isso é arriscado. Não há no universo condição de crescer nas taxas esperadas pelo mercado, descola-se da realidade e aí se forma a bolha". Mas Cyrino acha que esse modelo já não agrada e que "estamos começando a ver as coisas como elas deveriam ser".
Por ora, a versão do "subprime tropical" está descartada, ainda que as perdas sejam inegáveis. A torcida é para que alguma lição tenha ficado e o pior já tenha passado.
Ao menos até a próxima bolha.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O mundo depende de países como o Brasil

COM CERTEZA E CADA VEZ MAIS .... A DEPENDÊNCIA FIC MAIS EVIDENTE !!!

Em entrevista a AMANHÃ, o diretor do Banco Mundial no Brasil, John Briscoe, fala do status que o país e outros emergentes adquiriram e diz por que o Rio Grande do Sul ganhou atenção especial

Por: Eugênio Esber

Voz influente nas políticas do Banco Mundial, a ponto de merecer um capítulo à parte no livro de Sebastian Mallaby sobre James Wolfensohn, John Briscoe está fazendo as malas para deixar o Brasil. O sul-africano que passou parte de sua juventude em aldeias de Bangladesh, em um auto-exílio de repúdio ao regime do apartheid, prepara-se para lecionar em Harvard depois de três anos como "country director" do Banco Mundial no Brasil. Briscoe leva na bagagem o ineditismo de uma operação que culminou com o empréstimo de US$ 1,1 bilhão para o Estado do Rio Grande do Sul - maior empréstimo já realizado pelo banco no Brasil. Nesta entrevista a AMANHÃ, Briscoe relata como a sua equipe conseguiu viabilizar a operação, sob o olhar cético do board, e explica se é possível atender a outros estados que tenham o mesmo interesse, como Alagoas. Aos 60 anos, um Briscoe que Sebastian Mallaby descreveu como "um jovem idealista" está satisfeito com a crescente influência dos países emergentes nas decisões do Banco Mundial, embora considere necessário transformar este peso político em poder de voto nas decisões do board. "O mundo olha para a Índia, para a China, para o Brasil, como os países que podem dar uma certa estabilidade à economia global, diante das dificuldades globais", afirma Briscoe, na entrevista reproduzida a seguir.
O que há de ineditismo no contrato que o Banco Mundial assinou com o governo do Rio Grande do Sul?
Em primeiro lugar, o tamanho da operação. É o maior empréstimo que já fizemos na América Latina. Em segundo lugar, se trata da primeira operação de financiamento de dívida que fizemos. E a operação é inédita também por envolver um Estado que não atendia às exigências da Lei de Responsabilidade fiscal, o Rio Grande do Sul. Além disso, outro aspecto que há para salientar é a cooperação - fora do normal, eu diria - que se estabeleceu entre o governo do Estado, o BANCO MUNDIAL e o governo federal, por intermédio do Ministério da Fazenda.
Foi difícil, para a equipe brasileira, convencer os quadros de Banco a realizar uma operação deste gênero com uma entidade subnacional que naquele momento não estava cumprindo as exigências da lei de responsabilidade fiscal?
Como você sabe, o Rio Grande do Sul estava numa situação precária. Nessas condições, qualquer operação tratando de Rio Grande do Sul que a gente levava para o board do Banco Mundial era vista com muita cautela. Porque antes já havíamos tido operações que despertaram a esperança de que o Estado revertesse o seu caminho, e isso não havia acontecido. Então havia ficado esta, digamos, bandeira negativa do Rio Grande do Sul. Era a primeira dificuldade a superar.
Não era a única...
Havia uma segunda dificuldade. A lei de responsabilidade fiscal é vista por todos nós, do banco, e também pelo governo federal, como um instrumento exitoso, essencial, para a administração pública. E fomos questionados pelo board: cabia fazer uma operação com um Estado que não estava em dia com a lei de responsabilidade fiscal? Tivemos de fazer todo um trabalho de esclarecimento para mostrar que o Estado estava implementando um programa de ajuste fiscal muito forte e que todas as forças políticas do Estado estavam comprometidas com este esforço de reestruturação da dívida e das contas do Estado. Essa união de deputados, senadores, ficou clara no dia da assinatura do contrato com o BANCO MUNDIAL. Ficou claro, para nossos gerentes, que aquilo não era uma operação com uma governadora que tem mais dois anos de mandato, e sim um compromisso firmado com todas as forças políticas do Estado. E um compromisso que envolve um programa forte de gerenciamento do setor público e, inclusive, de ajuste do sistema previdenciário...
É possível que outros Estados brasileiros que não estejam em dia com a Lei de Responsabilidade Fiscal recebam atenção semelhante do Banco Mundial?
Nesse ponto cabe deixar claro que operações como essa que fizemos com o Rio Grande do Sul têm três agentes: o governo federal, o governo do Estado e em terceiro lugar o Banco Mundial. A primeira exigência que fazemos ao Estado é apresentar um plano para chegar a uma situação sustentável, que lhe permita retomar investimentos e promover o crescimento econômico regional. É o elemento absolutamente essencial, e neste aspecto o governo do Rio Grande do Sul mostrou muita garra e persistência. O segundo passo, para o governador, é convencer o governo federal de que o programa de ajuste é para valer - especialmente se o Estado estiver fora da lei de responsabilidade fiscal. E, de volta ao caso do Rio Grande do Sul, se o governo federal não tivesse mostrado interesse e envolvimento, a conversa com o Banco Mundial acabaria ali...
Há algum outro Estado negociando com o BANCO MUNDIAL?
Há apenas mais um Estado fora do limite de lei de responsabilidade fiscal. É Alagoas. O governo alagoano já manifestou interesse de obter um financiamento do BANCO MUNDIAL. Nós temos mantido várias conversações com Alagoas, quase sempre junto com o governo federal. E agora está nas mãos do governo alagoano definir um programa de ajuste fiscal. Até agora ainda não está muito claramente definida qual é a proposta do Estado. Cada caso é um caso. Ouvimos o governador de Alagoas dizer: "Eu quero fazer o que o Rio Grande do Sul fez." Mas não é a mesma coisa. O caso do Rio Grande do Sul tem especificadades. Assim como o município de São Paulo, que possui uma dívida muito maior que a de Alagoas, também tem peculiaridades.
Ao exigir dos Estados um plano de ajuste fiscal antes de qualquer negociação, o Banco Mundial lembra os protocolos de intenções que o FMI impunha ao Brasil e a outros países que faziam romaria em busca de recursos para fechar as contas externas?
É uma pergunta relevante. Mas são situações diferentes. O que o FMI fazia, dez anos atrás, era dizer aos países "Façam isso ou vocês não têm o dinheiro." Muitas vezes os presidentes até queriam fazer reformas mas preferiam que o papel de bad guy fosse exercido pelo FMI. Não trabalhamos com este tipo de imposição. Mas é verdade que se um governo estadual viesse dizer ao banco "não queremos fazer reforma, não queremos fazer nada para termos uma situação fiscal estável, mas queremo um bilhão de dólares de vocês", de jeito nenhum a gente aprovaria isso. A governadora ou governador tem que ter um programa que, em primeiro lugar, convença o ministério da Fazenda. Porque se não for um programa sério, o ministério não dará apoio. Hoje, a postura do governo brasileiro é de encarar a responsabilidade fiscal como um dever, como algo absolutamente essencial. Quando cheguei aqui, há três anos, tive um encontro com o ministro Palocci e ele foi muito enfático em afirmar isso. E o comportamento do governo brasileiro e dos governos estaduais confirma esta preocupação.
Olhando para os melhores modelos mundiais de gestão pública que o senhor conhece, como avalia a situação brasileira?
Eu ouvi certa vez do Murilo Portugal, que era o vice-ministro de Finanças (Fazenda), uma frase com a qual eu acho que todos concordam: que no Brasil se paga por serviço de cinco estrelas mas não se recebe um serviço à altura. Eu costumo dizer que se paga por 5 estrelas mas se recebe um serviço de três estrelas. Pela carga de impostos que cobra dos cidadãos, o Brasil devia estar entre os países com a melhor gestão pública do mundo. Mas não é assim, e por isso se criou a expressão "Custo Brasil" para mostrar a distância entre o Brasil e seus competidores no mundo. Por isso, ficamos felizes quando vemos programas de ajuste em estados como Minas e Rio Grande do Sul. É preciso melhorar a qualidade do gasto público.
O Banco Mundial e FMI, surgiram da conferência das nações em Bretton Woods. A crise global revela que o mundo carece de novas instituições capazes de coordenar os esforços de diferentes países na direção de soluções consistentes?
Este é um assunto para instâncias mais altas. Mas, falando em termos pessoais, acho que é preciso repensar a arquitetura de operações entre as nações. Ela foi desenhada mais de meio século atrás, quando vivíamos em um outro mundo. E esta situação é diferenciada. Olhando as crises anteriores, você vê que elas começavam com um país emergente, como México, Brasil... E esta crise começa por uma nação como os Estados Unidos. Ainda não sabemos como esta crise vai evoluir. Mas o mundo olha para a Índia, para a China, para o Brasil, como os países que podem dar uma certa estabilidade à economia global, diante das dificuldades norte-americanas.
As economias emergentes têm poder de influência compatível com esta nova importância que começam a assumir?
A voz dos países emergentes nestas organizações de coordenação internacional não correspondem, de jeito nenhum, ao peso, à influencia e à importância que adquiriram. Isso é muito óbvio. O Brasil, por exemplo, tem cerca de 2% de participação no Banco Mundial e a China e a Índia não vão muito além disso. Por isso estes países não têm grande peso nas votações. E, por outro lado, na mesa de votação, você tem uma dúzia de países europeus menores do que vários estados e até municípios do Brasil. São pequenos países que eram muito importantes em 1948. Então, eu acho que, com esta crise, vai começar um processo profundo, essencial e saudável para se dizer algo como "Esse sistema, como está hoje em dia, já não basta".
O mundo está sofrendo as dores do parto desta nova arquitetura mundial?
Eu acho que sim. Será preciso muito empenho das nações. Hoje, diante do tamanho desta crise, nós estamos nos perguntando: quem estava olhando para o que acontecia? O FMI não estava olhando para isso, nem qualquer outra instituição. Mas alguém devia ter olhado. Depois da crise, sempre é fácil dizer, claro. Mas eu acho que não se trata de falta de mecanismos, e sim de um novo momento de poder, de distribuição da influência mundial. E nós vemos com muita excitação este novo momento.
O BANCO MUNDIAL vê como saudável esta afirmação dos emergentes?
Sim. Veja, na parte das ações formais do banco, quando ocorre uma votação, o peso do Brasil é de 2% e o peso dos Estados Unidos é de 15%. Mas está ocorrendo um processo interessante, de alguns anos para cá. Dez anos atrás, as discussões eram completamente dominadas pelos países europeus e pelos norte- americanos. Os diretores dos países emergentes não tinham papel mais ativo na definição das políticas centrais do banco. Hoje em dia, não. Países como o Brasil, Índia, China, Turquia, México têm uma voz muito mais articulada e consistente no BANCO MUNDIAL. O Board é formado por 24 diretores. Quando o diretor que representa o Brasil fala sobre uma política global do BANCO MUNDIAL ele é ouvido com muita atenção. O Zoellik (Robert Zoellik, presidente do Banco Mundial)veio ao Brasil falar com Lula e em nenhum momento se comportou como se estivesse diante de um país com peso de 2%. Ao contrário, ouviu e considerou atentamente tudo o que Lula e Dilma falaram. Então, informalmente, é quase como se já houvesse uma nova arquitetura. Mas formalmente, em termos de votação, o peso destas nações ainda é pequeno, desproporcional. É preciso trabalhar também esta parte formal.
Sua saída está prevista para o fim do ano. Como o senhor deixa o Brasil?
Eu deixo chorando, como todos deixam. Porque para quem trabalha no banco atuar no Brasil é uma honra muito grande. Aqui aprendemos muita coisa. Temos uma relação fantástica com o governo, com os nossos parceiros nos governos estaduais, nos municípios, no setor privado. E isso reflete muito o que é este país. Porque o Brasil é um país que recebe com braços abertos. Todos nós aqui do banco nos sentimos parte desta viagem brasileira.
O país mudou muito desde a primeira vez em que o senhor trabalhou aqui, há 20 anos?
Bom, O que não mudou é esta característica brasileira de ser um país muito cordial e amistoso. Mas quando eu olho para as relações do banco com o Brasil, há vinte anos, vejo grandes mudanças. Eram relações muito difíceis, a toda hora havia disputas entre o Ministério da Fazenda e o Banco. Hoje, é uma relação totalmente diferente. Já faz dez anos que nosso diretor para o Brasil trabalha baseado aqui mesmo e não em Washington. O nosso time que trabalha aqui conhece intimamente o Brasil. As circunstâncias também são outras. Quando trabalhei aqui, em 1986, era o auge da inflação. Todos os indicadores econômicos e sociais, como mortalidade infantil, eram incomparavelmente piores do que os de hoje. Trabalhar agora com o Brasil, fazer projetos inovadores como este que envolveu o Rio Grande do Sul ou o Bolsa-Família na Amazônia, foi uma honra para mim.
O que o senhor fará depois de deixar o Brasil?
Vou atuar num centro de estudos brasileiros de Harvard. E lecionar em uma disciplina ligada a desenvolvimento e uso de recursos naturais, com foco em água.
Qual é a situação do Brasil e do mundo sob este ponto de vista - água?
O problema é que não há mais água. México, China, Índia, todos têm problemas gigantescos de gerenciamento de recursos hídricos. Todos estão usando sua água de forma insustentável, o que coloca algumas grandes áreas de crescimento agrícola e industrial destes países em uma perspectiva extremamente difícil. O Brasil, claro, tem desafios nesta área - principalmente no Nordeste. Mas nada que não possa ser manejado, gerenciado. Se me perguntassem qual país estaria em melhor situação dentro de 20 anos, não teria dúvida em apontar o Brasil. Aqui, basta que o país tenha a capacidade de se organizar e gerenciar seus recursos hídricos. E então o Brasil estará muito bem e eu vou vir para cá, comprar meu lote...

Bolsa em Alta .. Bolsa em Baixa ...


Hormônios que regem mercados Sim, eles afetam o comportamento dos investidores e influem no vaivém da bolsa
Em outubro deste ano, o portal
The Naked Scientists trouxe uma entrevista bastante interessante com o professor John Coates, da Universidade de Cambridge. Assunto: como os hormônios dos investidores acabam alterando os rumos do mercado financeiro global. Parece um trololó sem tamanho, mas o fato é que Coates tem argumentos até bem razoáveis. Por exemplo:
Tolerância ao risco e testosterona: segundo Coates, os investidores que melhor lidam com o risco são aqueles que apresentam níveis mais elevados de testosterona - hormônio que está relacionado à auto-confiança, à coragem e à agressividade.
Auto-confiança exagerada: isso não significa que os investidores devam tomar injeções de hormônios. Ao contrário: testosterona demais tende a levar as pessoas a uma overdose de auto-confiança – que pode se refletir em decisões equivocadas ou simplesmente estúpidas na negociação de ações.
Quem ganha muito está mais vulnerável às perdas: segundo Coates, um dos fatores que elevam o nível de testosterona no organismo é a obtenção de lucros rápidos e fáceis na bolsa. Daí o fato de que as fortes altas do mercado financeiro são, muitas vezes, sucedidas por ondas irracionais de euforia e irracionalidade – que desembocam em crises.
Negativismo e cortisona: por outro lado, quem perde dinheiro na bolsa tende a sofrer com o estresse e a angústia, dois sentimentos que liberam um hormônio conhecido como cortisona. Para quem não sabe, a cortisona tem um efeito repressor. Atua sobre a memória – faz com que as pessoas se lembrem de coisas associadas ao medo e à angústia – e gera uma verdadeira aversão ao risco.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Dívida do consumidor brasileiro já é de dez meses de salário



Em quatro anos, o endividamento do brasileiro cresceu quase 70% na relação com o número de salários recebidos. Entre cheque especial, cartão de crédito, financiamento de veículos, crédito pessoal e empréstimos imobiliários com recursos livres, o consumidor devia dez meses de salário em setembro. Em 2004, a dívida correspondia a 5,9 meses de salário.
Os cálculos são do consultor para o sistema financeiro e economista pela Universidade de Brasília, Humberto Veiga. Para chegar a esses números, ele considerou a evolução da massa de salários com base nos dados da Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seis regiões metropolitanas e o montante de crédito concedido ao consumidor.
Segundo o economista, esse descompasso entre o crescimento da dívida e da renda dos trabalhadores faz crescer o risco de inadimplência, especialmente agora que o cenário de desaceleração da economia começa a ganhar contornos mais nítidos e poderá ter impactos no nível de emprego.
Embora as estatísticas mais recentes do Banco Central, que são de setembro, mostrem uma certa estabilidade na inadimplência em geral das pessoas físicas, dados do comércio de São Paulo revelam que o calote aumentou em outubro. A inadimplência líquida, que é o saldo dos carnês em atraso acima de 30 dias com os renegociados, em relação às vendas de quatro meses anteriores, que estava em 5,9%, subiu para 7% em outubro, segundo as contas da RC Consultores, com base nas estatísticas da Associação Comercial de São Paulo.
"Houve uma piora do ambiente do consumidor exatamente quando a economia começa a desacelerar", diz o sócio-diretor da RC Consultores, Fabio Silveira. Além do aumento da inadimplência líquida, ele ressalta que houve aumento de 26%, em setembro, para 31%, em outubro, dos consumidores com contas em atraso que não acreditam que conseguirão pagar as dívidas, de acordo com a pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio).
Também o comprometimento da renda dos endividados aumentou de 34% para 36% de setembro para outubro, segundo informações da mesma entidade. Na análise de Silveira, as informações da Grande São Paulo são um indicador antecedente relevante do que está ocorrendo no restante do País, pois a região é o principal mercado consumidor.
"Hoje existe uma superposição de endividamento do consumidor e o calote não reflete a crise. O quadro da inadimplência deverá piorar nos próximos meses", prevê o economista. Ele ressalta que, com o desaquecimento da produção industrial que deve crescer no ano que vem 3%, a metade do previsto para 2008, a tendência será de perda de dinamismo no emprego e na geração de renda advinda da atividade.


Fonte : Folha de S.Paulo 24/11/08

sábado, 22 de novembro de 2008

LULA : O ILUMINADO


Na revista IstoÉ (Da Globo) com foto da revista americana "Esquire" quando anunciou Lula na lista de 75 pessoas mais influentes do mundo, diz: Com popularidade recorde, o presidente brasileiro cutuca os protagonistas da crise econômica, conquista prestígio internacional e ofusca Hugo Chávez na América do SulO mundo discute o petróleo e os modelos energéticos alternativos. O Brasil tem as duas coisas: a perspectiva de se tornar um dos principais produtores de petróleo do mundo graças às reservas do pré-sal e o domínio da produção e a tecnologia para o uso do etanol como combustível. E tem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que compreendeu a importância estratégica desses dois fatores. E que também exerce o papel de mediador da América do Sul perante os países desenvolvidos, especialmente os Estados Unidos, ofuscando o radicalismo de um Hugo Chávez. Esses foram os argumentos que a revista americana Esquire usou para escolher Lula, na sua edição deste mês, como uma das 75 personalidades mais influentes do mundo neste início de século XXI. A revista diz que Lula é o “Bill Clinton da América do Sul”. Na definição da Esquire, o ex-presidente americano – que também integra a lista das 75 personalidades – é uma mistura de “agente da mudança” e “agitador.”Na mesma semana em que apareceu na relação elaborada pela revista Esquire, Lula também foi personagem de um artigo do principal jornal francês, o Le Monde. Na quinta-feira 18, o jornal chamou a atenção para o papel de Lula e do Brasil na solução da crise da Bolívia, durante reunião dos países da Unasul em Santiago do Chile. “Luiz Inácio Lula da Silva se comporta como líder regional. Ele tem as ferramentas para fechar um consenso e exercer uma influência mediadora aceitável dentro do subcontinente e no Exterior, principalmente nos Estados Unidos”, registra o Le Monde. A atuação de Lula como mediador, aliás, tinha sido ressaltada antes por diversos líderes que participaram da cúpula da Unasul no Chile.Lula de fato vive um momento iluminado. Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no dia 12 de setembro, aponta que ele bateu seu próprio recorde de popularidade: nada menos que 64% dos brasileiros consideram seu governo ótimo ou bom. É, disparada, a melhor avaliação de um presidente desde a redemocratização do País, em 1985. E Lula surfa nessa popularidade. Nem seus adversários ousam criticá-lo. Em sabatina feita na quinta-feira 18 pelo jornal Folha de S. Paulo, o candidato do DEM à Prefeitura de São Paulo, Gilberto Kassab, classificou Lula, Fernando Henrique e o governador paulista José Serra como os três principais políticos brasileiros.“Nada disso está longe de ser gratuito”, observa o cientista político José Luciano Dias, da C.A.C. Consultoria, de Brasília. “Lula é um exemplo de como um líder de esquerda pode modernizar seu discurso e abrir-se para o mundo sem perder a relevância”, observa ele. Para Dias, a comparação que a revista Esquire faz entre ele e Clinton não é exagerada. “Clinton reciclou as idéias dos democratas para abarcar as teses liberais sem deixar de lado a necessidade de políticas sociais de inclusão. É o que faz Lula no Brasil: mantém um Banco Central independente, mas ao mesmo tempo acelera a inclusão social”, avalia.Para completar, do ponto de vista político, Lula agrega à sua base nada menos que 13 partidos, o que praticamente asfixia a oposição. “Não apenas por causa de Lula, mas também por conta de algumas cooptações feitas pelo PT, as oposições estão praticamente revogadas”, constata o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

terça-feira, 18 de novembro de 2008

As nossas regras são melhores... Nem tanto.



Uma certa mentalidade insular tem propagado um mantra nos últimos meses. As regras financeiras e bancárias no Brasil são melhores do que as existentes nos outros países. Sobretudo, melhores do que as em vigor nos EUA.

Pode ser. Mas tenho dúvidas, embora não milite no jornalismo econômico há algum tempo.

No Brasil, de fato, os bancos são obrigados a terem reservas mais altas para cobrir suas operações de crédito. Nos EUA, bancos estavam alavancados dezenas de vezes (para cada dólar em caixa emprestavam 30 ou 35 dólares na praça; uma loucura).

Tudo verdade. Mas vale ressaltar dois aspectos.

1) capitalismo diferente: os bancos no Brasil sobrevivem numa categoria diferente de livre mercado. É algo que poderia muito bem ser classificado de “capitalismo sem risco”. Os juros mais altos do mundo, há décadas, tornaram a atividade financeira uma moleza se comparada à de países onde há uma única forma de capitalismo, o capitalismo real, com risco.

Por estas plagas, dois amigos têm dinheiro sobrando, abrem um banco, compram títulos do Tesouro brasileiro e certamente terão lucro, sem necessidade de arrojo ou inovação.

Nos EUA, o juro pago por papéis do governo é negativo. O título público norte-americano é uma reserva de valor. Quem compra sabe que o dinheiro estará para sempre garantido na hora do resgate. Daí o juro ser muito baixo.

Para ganhar dinheiro, os banqueiros norte-americanos precisam se jogar aos leões, conquistar clientes, dar empréstimos. Enfim, precisam correr muito mais riscos do que seus colegas brasileiros.

Podemos todos reclamar dos EUA, da arrogância, do belicismo. Podemos parar de tomar Coca-cola para protestar (como um ministro de FHC fez no passado). Tudo bem. Mas é inegável que esse modelo de alta competição deu ao país acima do Rio Grande uma vitalidade nunca vista aqui perto do Trópico de Capricórnio. O risco, inerente ao capitalismo verdadeiro, compele as pessoas à inovação. Quantas Microsofts e Apples surgiram no Brasil com todas as regras mais avançadas que supostamente existem por aqui?

No Brasil, título público é um dos melhores investimentos possíveis. Uma geração de brasileiros rentistas sonhou e sonha em ter dinheiro para colocar no banco e viver de renda. Essa é uma anomalia incompatível com capitalismo. Mas perfeitamente em linha com o “capitalismo sem risco” à brasileira.

Os sucessivos governos, desde o final da ditadura militar, nada fizeram para acabar com essa mentalidade deformada que comanda os nossos empresários –e muitos integrantes da classe média resmungona.

2) proteção ao consumidor: esse é outro aspecto importante a ser considerado sobre as regras daqui e dos EUA.

Os correntistas norte-americanos, até recentemente, tinham até US$ 100 mil garantidos de seus depósitos bancários. Veio a crise atual e o limite subiu para US$ 250 mil.

No Brasil, informa o site do
Banco Central, o valor garantido em contas correntes individuais vai até R$ 60 mil.

Ou seja, o sistema bancário brasileiro pode ser mais regulamentado que o norte-americano, mas o cuidado para preservar a ponta mais frágil do sistema, o correntista, é menos exigente do que o modelo norte-americano.

Por fim, um pitaco a respeito dos papéis exóticos conhecidos como derivativos.

São contratos que empresas, bancos, qualquer um pode fazer para garantir preços e rendas. Por exemplo, um contrato de câmbio futuro. Foi aí que várias empresas brasileiras se estreparam com a crise, pois houve uma grande desvalorização do real.

Nos EUA, esse mercado é muito maior. Foi um dos responsáveis por ninguém saber ao certo o que se passava dentro de determinadas instituições até que a bolha imobiliária estourasse.

Alguns por aqui logo deram risada. Começaram a se jactar sobre as “regras mais rígidas” e seguras do país tropical.

Na realidade, o que se passa na verdade é que as autoridades dos EUA estão se movimentando com extrema rapidez no caso dos derivativos. O
Tesouro dos EUA anunciou na sexta-feira, dia 14.nov, antes da reunião do G-20, regras nunca antes imaginadas para o setor de derivativos.

Os reguladores dos EUA planejam câmaras de compensação para derivativos vendidos em balcão, uma grande novidade (aliás, impuseram esse item apara o G-20, no dia seguinte). Se der certo, a idéia trará muito mais transparência a um mercado hoje dominado pelo segredo. Antes do final do ano esse novo sistema deve estar funcionando nos EUA.

Como esses norte-americanos acreditam de fato em capitalismo, arrancaram logo uma declaração da associação de representantes de emissores de derivativos apoiando a medida. A
International Swaps and Derivatives Association lançou um comunicado também na sexta-feira, dia 14.nov., apoiando a decisão do Tesouro.

No Brasil, há câmara de compensação para derivativos –mas não para títulos vendidos no balcão. Transparência aqui também não é o forte. O governo ficou vendido quando grandes empresas começaram a anunciar grandes perdas no mercado de derivativos futuros em meio à atual crise.

Talvez fosse o caso de perguntar que tipo de vantagem as tais regras financeiras mais rígidas do Brasil trouxeram de benefício para o país nos últimos anos. Além dos lucros astronômicos dos bancos sob FHC e sob Lula, que incentivo houve para os brasileiros em geral sonharem mais em empreender do que com deixar o dinheiro no banco aplicado no fundão para “viver de renda”. No fundo, todos aqui querem ser personagens de Aluízio Azevedo e comprar uns sobradinhos para alugar. Empreender não é a nossa praia.

No fundo, essas regras mais rígidas brasileiras só funcionam quando existe o capitalismo quase sem risco que vamos legar ao mundo como contribuição nacional. Juros altos, lucros altos. A combinação permite exigir muitas garantias do sistema. Mas essas mesmas regras têm compelido a todos nós para a periferia do mundo nas últimas décadas.

Acabar com regras? Nem pensar. Mas aperfeiçoá-las para que produzam riqueza geral e não apenas estabilidade econômica e riqueza para poucos. Há sinal de interesse do governo Lula nesse sentido? Pergunte ao Lula.

Desde o estouro da bolha imobiliária nos EUA e do agravamento da crise, ouve-se dia sim e dia também que as regras do Brasil são as melhores.



BLOG FERNANDO RODRIGUES - UOL.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Contratação de executivos.


Carreira: contratação de executivos se mantém em alta, mas deve cair


SÃO PAULO - No terceiro trimestre deste ano, a procura por executivos se manteve em alta, com crescimento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para o último trimestre do ano, por sua vez, deve-se esperar queda nas contratações destes profissionais."Muitas empresas devem diminuir o ritmo dos processos de seleções, mas não devem estancar definitivamente a abertura de vagas para seus quadros, pelo menos enquanto o ambiente econômico estiver incerto", afirmou o presidente da consultoria DBM Brasil, Cláudio Garcia.

De acordo com estudo realizado pela consultoria especializada em gestão de capital humano, apenas em setembro último, houve procura por 1.860 executivos, o que representa um aumento de 79% e relação ao mesmo mês do ano passado. Destaques no trimestre

O setor de construção foi destaque em crescimento de contratações no terceiro trimestre do ano, com avanço de oito vezes em relação ao mesmo período do ano passado, sendo responsável por 7% de toda a demanda do período.

A surpresa ficou com o setor petroquímico. Até então tímido na contratação de executivos, ele foi responsável por 6% da demanda no período de julho a setembro deste ano, com crescimento também de oito vezes. "As recentes descobertas de novos campos de exploração de petróleo e gás natural promoveram reflexos para o segmento como um todo", explicou Garcia.

Na comparação com anos anteriores, os setores de comércio e serviços são destaque em contratações, uma vez que, juntos, responderam por 29% da demanda por executivos no terceiro trimestre deste ano.

Veja quais áreas dentro das empresas que mais contrataram no terceiro trimestre: o segmento financeiro dominou o cenário, com 23% das novas vagas;comercial e marketing, juntos, responderam por 28%;a área de comercial e vendas imprimiu crescimento de 84% em relação ao terceiro trimestre de 2007;a área de marketing cresceu 55% em 2008;Setor financeiro.


Estudo interno da DBM referente aos setores que mais desligaram executivos no terceiro trimestre deste ano revelou que a área financeira teve pequena retração (0,76%) em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, no próximo semestre, a diferença pode aumentar.

A área ocupa a segunda colocação no ranking dos 20 setores que mais demitiram.


Em primeiro lugar nesta lista está a indústria farmacêutica - devido a fortes ajustes de portfólio de medicamentos -, seguida da área de produtos de consumo.

Neste último caso, o motivo é a crise, que deve estar contraindo o varejo.


As áreas eletroeletrônica e serviços completam as cinco primeiras colocações no ranking de profissionais demitidos.


Por: Flávia Furlan Nunes

12/11/08 - 13h54

InfoMoney