sábado, 4 de julho de 2009

CONFIANÇA DO BRASILEIRO


Confiança do brasileiro supera média global
Consumidor está menos otimista, mas nem por isso pensa em abandonar os gastos e aumentar as aplicações.


por Agência Estado

Brasília. O brasileiro está menos confiante desde que a crise econômica mundial se tornou mais aguda, mas nem por isso pensa em abandonar os gastos e aumentar as aplicações. É o que mostra pesquisa global Nielsen sobre a confiança do consumidor, feita com 25.140 usuários de internet em 50 países. Em outubro do ano passado, quando foi realizado o levantamento anterior, o índice de confiança do brasileiro era de 109 e agora diminuiu para 88. Apesar da queda de 19 pontos, ainda é acima da média vista nos países da América Latina, de 82 pontos.
A média global é de 77 (queda de sete pontos porcentuais em relação ao segundo semestre de 2008), a dos Estados Unidos é de 80 e da China, de 89 pontos. Apenas Dinamarca e Indonésia não caíram abaixo da média apontada no índice. E dos países que formam os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), só a China não teve queda de dois dígitos.
Ao todo, 77% dos brasileiros admitem que o País está em recessão, a mesma média global. Para 65% dos entrevistados, a situação não deve mudar em 12 meses (a partir de maio, quando a pesquisa foi feita). A média latino-americana é mais baixa, 58%, e a global é de 52%. Só 18% acreditam que o Brasil sairá da recessão econômica até o primeiro semestre de 2010.
Apesar dessa consciência de que a melhora não está tão próxima de ocorrer, 81% dos entrevistados do Brasil disseram que as perspectivas de emprego nos próximos meses são excelentes ou boas (ante 74% aferidos como média na América Latina). Talvez por esse motivo 57% afirmaram ter uma percepção excelente ou boa quanto as finanças pessoais no médio prazo (ante uma média mundial de 42%). Ou seja, a crise existe, mas as dificuldades parecem estar distantes do dia a dia do brasileiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

FORÇA POLÍTICA SUPERA GESTÃO INEFICAZ



Artigo publicado no DCI, edição de 23/06/09

Paulo Sérgio Xavier Dias da Silva


psxds@hotmail.com


O governo do presidente Lula, mais se assemelha a uma máxima culinária transmitida desde o tempo de nossas avós, sobre as claras em neve, quando mais se bate, mais elas crescem.
De fato, o nível de popularidade do nosso presidente continua crescendo, superando todos os recordes, independentemente do aumento dos escândalos ocorridos no seu governo,“nunca já mais vistos na história desse País “, da incompetência da equipe econômica para enfrentar a atual crise internacional e da ineficácia na gestão dos programas de investimentos.
Os escândalos foram tantos, que não sobrou nenhum nome relevante do seu primeiro escalão ou do seu partido, o PT, para ser indicado como seu sucessor para as eleições presidenciais de 2010.
A saída, foi tirar do fundo do baú, o nome da atual ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff e ungi-la como candidata, mas a justificativa da escolha não foi muito feliz. Alegar a sua extrema competência administrativa e considerá-la como “mãe do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento”, foram os critérios fundamentais apregoados para a sua seleção.
Como já comentamos em artigos anteriores, o PAC está sendo mais conhecido como Programa de Adiamento do Crescimento, e decisivamente, não deve ser considerado como garoto-propaganda da candidata.
As obras contempladas naquele programa , em sua grande parte, estão muito atrasadas, e o nível de execução dos investimentos projetados só atinge um terço dos valores previstos.
Se o critério for eficiência na gestão de programas de investimentos, a nossa ministra estaria reprovada. Mas, carregada pelos ombros do presidente Lula, a candidata Dilma vem subindo nas recentes pesquisas de intenção de voto e se superar, se Deus quiser, seus problemas de saúde, vai disputar, para valer, a Presidência com o tucano José Serra.
Se a candidatura de Dilma não evoluir a contento, está no bolso do colete petista, o terceiro mandato presidencial, que seria uma excrescência constitucional.
Aliás, se o presidente Lula tiver bom senso e se livrar dos apelos desesperados do PT, deve envidar todos os seus esforços para terminar bem seu mandato e tentar voltar ao poder em 2014, e não incorrer no erro histórico do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de buscar uma reeleição a qualquer custo.
Voltemos à incrível resistência do presidente Lula em absorver qualquer tipo de impacto desfavorável. Mesmo com as notícias de que estamos em recessão técnica, com a segunda queda consecutiva do PIB, verificada no primeiro trimestre deste exercício, o governo suspirou aliviado, pois o estrago na economia foi menor do que o previsto e por incrível que pareça, aumentou seu índice de popularidade.
Enfatizando que o Brasil foi o último país a entrar e vai ser o primeiro a sair da atual crise. Lula, esqueceu-se, mais uma vez, de comparar o fraco desempenho econômico brasileiro com o da China e da Índia, nossos maiores concorrentes entre os países emergentes, já que a Rússia, com a redução dos preços do petróleo, sofreu um desgaste ainda maior.
Ocultou também a política monetária equivocada do Banco Central, que perdeu o andar do bonde da história e não aproveitou a oportunidade para sair na frente na reversão da crise, ao manter, por longo tempo, a política de juros altos.
Só recentemente, o Banco Central resolveu reduzir, de forma mais adequada, a taxa Selic, que apesar de salutar, foi muito tarde. Será que o presidente do BC, Henrique Meirelles também foi picado pela mosca azul da popularidade, virou bonzinho e já se apresenta como futuro candidato a governador de Goiás, seu reduto eleitoral ?
Pouco se fez para melhorar a infraestrutura, reduzindo o custo-Brasil e não se avançou nada em termos de reforma tributária, além do excessivo aumento das despesas de custeio e do quadro de pessoal, entre outras medidas, que foram relegadas para um segundo plano.
Só foram adotadas ações pontuais, sem uma política econômica definida e consistente, mais a reboque de pressões de alguns setores mais influentes e do esquema de apagar incêndios.
A recessão só não foi maior, pelo comportamento dos gastos de consumo das famílias e do governo, mas os investimentos representados pela formação bruta de capital fixo ficaram muito abaixo do patamar necessário.
O desemprego continua em alta e o setor industrial, com raras exceções, vem apresentando dificuldades.
Os empresários não estão satisfeitos, mas o que fazer, se a recente pesquisa encomendada pela própria CNI registra índices de aprovação presidencial elevados ?
A oposição parece que já jogou a toalha e nem tem mais força para criticar o presidente Lula e vem até solicitando sua participação na celebração de acordos, mesmo que informais, nos diversos estados, para composições políticas para as próximas eleições.
Ela reconhece que não adianta mais criticar, pois o presidente Lula parece aquele brinquedo, João Bobo, que a gente bate, bate, e ele balança , balança, mas não cai.
Posição discordante neste contexto é a adotada pelo PMBD paulista, comandado pelo ex-governador Orestes Quércia, que apesar de seu partido apoiar o governo, em nível nacional, faz severas críticas ao governo federal, superando a atitude oposicionista de seu aliado em São Paulo e candidato à Presidência, José Serra.
Assim, o foco dos disparos da oposição vai ter que ser direcionado diretamente à candidata do PT, mas com muito cuidado, pois ela representa a nova tendência mundial do sexo feminino no poder e vale a pena lembrar os casos recentes do Chile e da Argentina.
Seria mais fácil brigar com o José Dirceu, Palloci ou Genuíno & Cia Ltda.
É aconselhável elaborar, urgentemente, um bom programa de governo alternativo e copiar a cartilha de marketing político usada pelo Palácio da Alvorada. Vai ficar faltando o carisma popular, o jogo de cintura e os bons fluidos energéticos e de sorte, marcas registradas do nosso atual presidente.
Quem sabe, para começar, o governador José Serra participa da gravação de um capítulo da novela global,” Caminho das Índias “ e aproveita para tomar um banho nas águas do rio Ganges.






quinta-feira, 4 de junho de 2009

“ O PERIGO DE INADIMPLÊNCIA DOS EUA “




Paulo Sérgio Xavier Dias da Silva
psxds@hotmail.com

Qualquer dona de casa, que administra a maior parcela dos rendimentos de sua família e aplica com muita propriedade os fundamentos econômicos básicos no seu difícil dia a dia, sabe que não pode gastar mais do que ganha, por um tempo muito prolongado.
Em épocas de crises e dificuldades, como numa fase de desemprego, após efetuar todos cortes e ajustes de despesas necessários, pode até se utilizar de empréstimos temporários para equilibrar seu orçamento doméstico. Mas, tem consciência, de que se trata de um expediente urgente, breve e em caráter excepcional e que terá de buscar, rapidamente, outras soluções para reverter o seu déficit.
Esse preceito deveria também ser obedecido pelas empresas e principalmente pelos governos.
Os empresários bem sucedidos já aprenderam essa lição fundamental e só buscam empréstimos e financiamentos para investimentos produtivos e alicerçados em projetos exaustivamente analisados, que conduzam a uma taxa de retorno atrativa.
No setor público, a adoção daquele princípio fica mais complicado, como no exemplo brasileiro, em que os gastos com o custeio da máquina administrativa são exagerados, a parcela destinada aos investimentos é mínima e, na maioria das vezes, ocorrem déficits orçamentários nominais ou primários, apesar da excessiva tributação. De qualquer maneira, a dívida pública sempre é significativa.
Na teoria econômica, em situações especiais, particularmente em crises de desemprego é até admissível que os governos promovam déficits orçamentários com objetivo de reativar a economia, mas esses gastos adicionais devem ser prioritariamente direcionados para investimentos em infraestrutura e para setores que absorvam mão de obra intensiva e os que atendam demandas sociais carentes e, por um período de tempo determinado.
Não é o caso que vem ocorrendo, há várias décadas, na economia americana, que incentiva um consumo exagerado para os seus cidadãos, sempre acreditando no seu potencial de crescimento econômico contínuo e nas facilidades de crédito abundantes e com menores taxas de juros.
Os governos americanos vêm acumulando déficits públicos internos gigantescos e se não bastasse, aumentam constantemente seu desequilíbrio externo.
Além de não tomarem medidas de ajustes fiscal, se aventuram numa política externa intervencionista e equivocada, ostentando com certa soberba, o título de maior potência do planeta, interferindo em questões internas de outros países e participando de conflitos e guerras desnecessários e muito onerosos.
Essa situação anômala só vem sendo mantida, através da emissão maciça de títulos do tesouro americano, até algum tempo considerados de liquidez extremamente elevada, que financiam todo esse desajuste orçamentário, com juros bastante reduzidos.
Assim sendo, para viabilizar o pagamento das despesas exageradas da maior economia mundial é exigida cada vez mais a participação de credores internacionais.
Como consequência a dívida externa dos EUA está se tornando uma bola de neve e começa a assustar os analistas econômicos mais ponderados e alguns dos investidores daqueles títulos. A ocorrência da recente crise internacional acendeu o sinal amarelo.
Em conversas informais com clientes e amigos, sempre expressamos nossa preocupação com aquele esquema artificial e como resposta ouvíamos que o império americano era praticamente invulnerável, pelas proporções de sua economia, grande participação no mercado internacional e enorme influência política e cultural.
Mas, o panorama mundial mudou, com a crise econômica gerada no próprio seio americano e países como o Japão e principalmente, a China, já estão com as barbas de molho e estão iniciando um movimento de desconfiança no poder de gestão dos EUA em financiar seu déficit fiscal, desequilíbrio externo e na tomada de medidas de aperto necessárias.
Se esse cenário se agravar, a primeira consequência será a elevação dos juros a serem pagos pelos títulos do tesouro americano e pode até chegar a uma perda acentuada de interesse em suas aquisições pelos investidores estrangeiros, derivada do crescente grau de risco envolvido.
Teríamos a inusitada situação de acompanhar, no mercado financeiro internacional, as alterações das pontuações do risco-pais dos EUA.
Deve-se enfatizar também que o dólar, considerado como moeda oficial de trocas internacionais, vem perdendo valor frente outros meios de pagamento e pode deteriorar ainda mais o quadro econômico e financeiro norte-americano.
Felizmente, o novo presidente dos EUA, Barack Obama, parece estar preocupado com esta situação incômoda e, em discurso recente, abordou o grave problema do montante da dívida de seu país.
Se esta preocupação não for traduzida em medidas urgentes e eficazes, os EUA correm o risco de se tornarem, em futuro não muito distante, a maior nação inadimplente do mundo, com sérias implicações para toda a economia global.
Como a maior parte de nossas reservas está lastreada em dólar e aplicada em títulos do tesouro americano, seria prudente o governo brasileiro já ir tomando providências para efetivar uma maior diversificação dos nossos ativos financeiros.


Paulo Sérgio Xavier Dias da Silva
Economista graduado pela USP, consultor e assessor empresarial especializado
Na recuperação de empresas em dificuldades financeiras.
www.paulosergioxavier.zip.net

quinta-feira, 28 de maio de 2009

DESEMPREGO NO MUNDO.




Desemprego no mundo atingirá 239 milhões em 2009, diz OIT
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) disse que, neste ano, a contração no mercado de trabalho vai ser maior que a esperada e que 2009 deve terminar com 239 milhões de desempregados ao redor do mundo.
Baseadas nos números do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a recessão econômica, as previsões atualizadas da OIT para o desemprego global foram apresentadas nesta quinta-feira pelo diretor-geral da OIT, Juan Somavía, em Genebra.
"Se em março previmos que, em comparação com 2007, o aumento no desemprego global seria de 24 milhões a 52 milhões de pessoas, hoje podemos dizer que o aumento vai variar entre 39 milhões e 59 milhões", disse Somavía numa coletiva.
Estes são os dois cenários previstos pela organização, o mais otimista e o mais pessimista. Mas Somavía disse esperar que a realidade fique "no meio termo entre os dois" panoramas.
Segundo as novas contas da OIT, 2009 deve terminar com o número de desempregados no mundo variando de 220 milhões a 239 milhões, o que significa que as taxas de desemprego global ficarão entre 6,5% e 7,4%.
"Somos testemunhas de um aumento recorde no número de desempregados e de trabalhadores suscetíveis a ficarem na pobreza no mundo todo", disse o diretor-geral da OIT.
O aumento moderado do desemprego "dependerá, em grande medida, da eficácia das medidas orçamentárias e fiscais que os governos adotaram para estimular a demanda, assim como do funcionamento do setor financeiro", acrescentou Somavía.
Por regiões, o relatório da OIT destaca que os países desenvolvidos, nos quais começou a atual crise financeira e econômica, serão os que mais demitirão. É "provável" até que a região concentre "de 35% a 40% do aumento total do desemprego em nível global, apesar de constituir menos de 16% da força total de trabalho no mundo".
Como exemplo significativo, o relatório, que não faz comentários específicos por países, cita os Estados Unidos, onde 2,6 milhões de pessoas ficaram desempregadas só no primeiro trimestre de 2009.
Já na América Latina, onde a taxa de desemprego em 2007 foi de 7,1% e a de 2009 deverá oscilar entre 8,4% e 9,2%, "houve uma capacidade de resistência", segundo Somavía.
"Os dados (gerais) são extremamente preocupantes. Para evitar uma recessão social mundial, precisamos de um pacto mundial para o emprego, que implique inserir a criação de emprego e a proteção social no centro das políticas de recuperação", declarou Somavía.
Este pacto mundial para o emprego será um dos assuntos centrais da Conferência Internacional do Trabalho, que acontecerá de 3 a 18 de junho, também em Genebra.
Durante a conferência, no dia 15, a OIT realizará uma cúpula mundial sobre o emprego, que deve contar com a presença de inúmeros chefes de Estado ou de Governo.
As novas previsões da OIT indicam ainda que 200 milhões de trabalhadores correm o risco de passar a fazer parte do grupo de pessoas que vivem com menos de US$ 2 ao dia dia.
Outra constatação é que a crise também atinge com força os jovens. Dentro deste grupo populacional, a expectativa é que, entre 2008 e 2009, de 11,6 milhões a 17,7 milhões de pessoas fiquem desempregadas. Se isto acontecer, a taxa de desemprego juvenil aumentará de 12,2% (2008) para entre 14,1% e 15,1%.
Somavía também se preocupa com a duração da crise do emprego. "Mesmo se houver uma recuperação econômica em 2010, o desemprego precisa de muito mais tempo para se recuperar. O mercado de trabalho se restabelece de forma muito mais lenta que o crescimento econômico", disse.
A OIT também calculou que, entre 2009 e 2015, 300 milhões de emprego no mundo terão que ser criados só para absorver o crescimento da força de trabalho, um dado preocupante se for levado em consideração que 2009 "é o pior ano desde 1991 quanto à criação de empregos".
"Os dados (gerais) são extremamente preocupantes. Para evitar uma recessão social mundial, precisamos de um pacto mundial para o emprego, que implique inserir a criação de emprego e a proteção social no centro das políticas de recuperação", declarou Somavía.
Este pacto mundial para o emprego será um dos assuntos centrais da Conferência Internacional do Trabalho, que acontecerá de 3 a 18 de junho, também em Genebra.
Durante a conferência, no dia 15, a OIT realizará uma cúpula mundial sobre o emprego, que deve contar com a presença de inúmeros chefes de Estado ou de Governo.
As novas previsões da OIT indicam ainda que 200 milhões de trabalhadores correm o risco de passar a fazer parte do grupo de pessoas que vivem com menos de US$ 2 ao dia dia.
Outra constatação é que a crise também atinge com força os jovens. Dentro deste grupo populacional, a expectativa é que, entre 2008 e 2009, de 11,6 milhões a 17,7 milhões de pessoas fiquem desempregadas. Se isto acontecer, a taxa de desemprego juvenil aumentará de 12,2% (2008) para entre 14,1% e 15,1%.
Somavía também se preocupa com a duração da crise do emprego. "Mesmo se houver uma recuperação econômica em 2010, o desemprego precisa de muito mais tempo para se recuperar. O mercado de trabalho se restabelece de forma muito mais lenta que o crescimento econômico", disse.

FONTE EFE

segunda-feira, 25 de maio de 2009

MORRE O FINANCISTA ROGER IAN WRIGHT




SÃO PAULO - O financista e empresário Roger Ian Wright morreu na sexta-feira, aos 56 anos, em um acidente aéreo, em Trancoso, no sul da Bahia, deixando para trás uma história de sucesso no mercado financeiro brasileiro.História que começou há 20 anos, quando Wright deixava a presidência da Adubos Trevo para assumir a Gardi Asset Management, empresa de gestão do Banco Garantia. Foi no Garantia que Wright conheceu o seu atual sócio na Arsenal Investimentos, José Eduardo Lacerda, e onde ajudou a escrever parte da história do mercado de capitais brasileiro.O principal capítulo talvez esteja registrado em 1992, quando Wright já era sócio do Garantia e tinha sob sua responsabilidade a corretora do banco.Quem conta esta parte da história é um dos principais executivos do banco Credit Suisse, José Olympio Pereira, e que era também sócio no Garantia à época.Olympio atribui a Wright o mérito de ter trazido os primeiros investidores estrangeiros ao país, que compraram parte das ações emitidas pela Continental 2001. "Por ser inglês, ele tinha um trânsito muito bom entre os investidores lá fora", conta.Wright nasceu na Inglaterra, mas, filho de mãe brasileira, logo se naturalizou. Ele escolheu os Estados Unidos para cursar a faculdade de administração, na Universidade da Pennsylvania.Mas foi no Rio Grande do Sul que iniciou sua carreira na Adubos Trevo, empresa da família de sua primeira esposa, a gaúcha Bárbara Luchsinger. Em 1996, Bárbara também morreu em um acidente aéreo, no Fokker 100 da TAM. Sete anos depois do acidente, Wright ingressou como conselheiro independente no conselho de administração da TAM. Ele foi o nome escolhido pelos fundos de investimentos que detêm 27% da companhia para representá-los. Foi membro do conselho entre 2003 e 2008, e um dos votos que elegeu Marco Antonio Bologna como presidente, em 2004.Ainda em 2007, outro acidente aéreo marcou a vida de Wright. Sua secretária, Simone Wetrupp, morreu no acidente com A320, também da TAM, que caiu em São Paulo. Bologna, atual presidente da TAM Aviação Executiva, conta que em abril de 2008 Wright deixou o conselho para se dedicar mais à sua vida pessoal e à vela. Um dos seus maiores amigos era Laers Grael, que contou em seu blog a história com Wright, lamentando a perda também da família do executivo.Seus dois filhos com a primeira esposa, seus netos, genro e nora e sua atual esposa também morreram no acidente em Trancoso. A nora, Heloisa Alquéres Vaz Wright, era filha do presidente da Light, José Luiz Alquéres. No currículo de Wright, o presidente do Credit Suisse, Antonio Quintella, destaca operações importantes como a assessoria dada à Coteminas na compra da Springs.Além disso, foi ele que reuniu Cemig, Andrade Gutierrez e Banco Pactual para a compra da Light. Quintella foi colega de Wright no Credit Suisse quando o banco comprou o Garantia. A Arsenal hoje assessora o frigorífico Independência em sua recuperação judicial. O sócio de Wright, José Eduardo Lacerda, diz que a companhia seguirá com a cultura empreendedora de seu fundador.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

FOLHA DE S.PAULO : ENTREVISTA JOSÉ DUTRA VIEIRA SOBRINHO.


ENTREVISTA JOSÉ DUTRA VIEIRA SOBRINHO


Bancos e governo ganham com desconhecimento financeiro .


Matemático critica falta de transparência sobre investimentos e culpa a própria população pelo alto custo do crédito

MATEMÁTICO financeiro que ensinou banqueiros e bancários a fazerem contas na calculadora HP, o professor José Dutra Vieira Sobrinho, 70, diz que a ausência de transparência dos bancos e do governo e o despreparo dos gerentes acarretam grandes perdas aos pequenos investidores e às pessoas que tomam crédito. Também critica o desconhecimento matemático dos clientes, que se pautam mais pela base do "se Deus quiser, vai dar certo" do que pelo planejamento.


TONI SCIARRETTADA REPORTAGEM LOCAL MAURO ZAFALON DA REDAÇÃO


Dutra afirma que o debate sobre a mudança no rendimento da poupança deve instigar o consumidor a exigir do banco taxas de administração menores nos fundos, informações mais claras e precisas. Para Dutra, chegou o momento de o país buscar simplificar procedimentos corriqueiros e facilitar as negociações.Procurada, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que decidiria se caberia comentar as declarações de Dutra após analisar o conteúdo. Leia a seguir alguns trechos da entrevista à Folha.

FOLHA - Qual a sua avaliação para a solução encontrada pelo governo para a poupança?


JOSÉ DUTRA VIEIRA SOBRINHO - Até me surpreendeu positivamente. O governo não poderia reduzir a taxa porque não passaria no Congresso. Então, inventa a história de tributar acima de R$ 50 mil. Estabeleceu um critério que tem um princípio de justiça de onerar mais que tem saldo maior. Mas tem uma série de outras regrinhas que, daqui a pouco, mesmo que um sujeito tenha R$ 900 mil, ele não paga nada. Tinha que resolver porque os fundos estão menos competitivos que a poupança.


FOLHA - A partir de quando é melhor o cotista deixar o fundo e aplicar na poupança?DUTRA - Se o fundo cobra uma taxa de administração superior a 1,5%, já começa a perder da poupança. Um cidadão que tem o dinheiro aplicado e que nunca se atentou para isso descobre agora que a taxa de administração do fundo dele é de 4%. Ele perde dinheiro.


FOLHA - Os bancos terão de reduzir as taxas de administração?

DUTRA - A debandada dos fundos de investimento para a poupança vai ser muito maior do que a da poupança para os fundos. Esse investidor que está no fundo fatalmente vai pressionar o banco a reduzir as taxas de administração. Não tenha dúvidas de que os bancos estão estudando até onde podem reduzi-las. Não há mais espaço para taxas de 3% a 4%.


FOLHA - Não é ignorância do investidor esse desconhecimento do peso das taxas de administração?

DUTRA - O problema é que você não se toca em relação a isso.Desde o Plano Cruzado os fundos rendiam muito, davam um baile na poupança. Eu entrei em um fundo de previdência em que eles descontavam uma taxa de carregamento de 10%.Para cada R$ 100 aplicados, eles descontavam R$ 10 e aplicavam R$ 90. Muitos anos depois, descobri que meu fundo de previdência pagava 0,5% mais TR. Era o rendimento da poupança e ainda tinha imposto. Eu fui enganado. E olha que eu sou especialista em cálculo.Há uma falta de ética em tudo isso, porque o banco sabia que a poupança pagava mais.


FOLHA - O gerente do banco está preparado para alertar o cliente de que está fazendo um mau negócio?Ele tem interesse em fazer isso?

DUTRA - Estou muito à vontade para falar disso porque sou um dos professores que mais ministraram cursos para o mercado financeiro. O gerente, de modo geral, tem uma formação técnica que deixa a desejar. Em muitos casos ele sabe o que seria melhor para o cliente, mas em boa parte não sabe. O gerente é orientado para vender determinados produtos. Tem as metas dele. Por trás de tudo isso eu vejo uma falta de ética.


FOLHA - Quem é o culpado? São os bancos? O aplicador que se omite em relação a seu próprio dinheiro?

DUTRA - Dada essa dificuldade de cálculo, a grande maioria não tem a mínima ideia de quanto está pagando no cheque especial, por exemplo. É falta de conhecimento do cliente, do gerente, falta de transparência do banco. E falta de ética.


FOLHA - Falta ética de quem? Alguém está sabendo de fato o quanto o outro está pagando?DUTRA - Quando se analisa todo esse quadro, você vê que está faltando ética. De quem? Dos responsáveis pelas operações, os executivos das instituições financeiras. Os dirigentes dos bancos no Brasil perderam há muito tempo a sensibilidade. É como se eles não tivessem nenhuma responsabilidade além da empresa dele e do lucro do banco. Deixaram passar critérios profundamente injustos.


FOLHA - Esses executivos ganham com a ignorância da sociedade?

DUTRA - Em todo o planeta, você tem ganho em cima do desconhecimento das pessoas. Veja quanta gente se iludiu com o [Bernard] Madoff [ex-presidente da Nasdaq, acusado de fraude financeira].


FOLHA - Como simplificar os procedimentos para que todos entendam o que acontece com o seu dinheiro?

DUTRA - Para calcular o cheque especial, deve-se ter uns cinco critérios. Cada um faz de um jeito. É de uma complexidade tão absurda que, para entender, o sujeito precisa de uma formação matemática muito boa. Nos outros países, as coisas são simples. Se você pesar tudo isso, vai entender esse desgaste que todos nós sofremos.Qual seria a solução? Que tal colocarmos na mesma mesa representantes de Procon, ProTeste, entidades de defesa do consumidor, Febraban, Ministério Público, juízes? Temos um exemplo positivo, a CET (Custo Efetivo Total), que é a obrigação do banco de informar o custo da operação efetivamente cobrada, incluindo tarifas e tributos. Reuniu todas as partes na discussão.


FOLHA - Falta concorrência no setor bancário?

DUTRA - Costumam me perguntar por que as taxas de juros são tão altas. As pessoas do mercado e as associações de classe respondem há mais de 20 anos: é porque aqui a inadimplência é muito alta. Na verdade, as taxas são altas porque não existe concorrência ou ela é mínima. Lembro-me bem quando vieram os bancos estrangeiros para cá. A ideia do Banco Central era que eles poderiam oferecer taxas menores e forçar a redução nas taxas.Vieram bancos americanos, britânicos, espanhóis. O presidente desses bancos vinha do país de origem. Como o executivo é avaliado? Pelo resultado. Por que ele vai oferecer juros de 4%, 4,5% se o brasileiro está disposto a pagar 6%? Sabe o que eles fizeram? A taxa média cobrada não difere da dos bancos aqui. Então os culpados somos nós? É a população brasileira que, pela falta de informação, tem culpa nisso. Mas também tem a falta de transparência. As regras são obscuras.


FOLHA - É conveniente para o governo, para a Receita Federal, em particular, manter essa falta de transparência?

DUTRA - Essa falta de transparência dificulta o contato com o cidadão e facilita não dar explicações. A Receita Federal também mantém o seu cliente distante. Isso é altamente confortável para ela. É um distanciamento conveniente que facilita as coisas para quem acaba procedendo de forma errada em detrimento do interesse do cidadão. As pessoas de ambos os lados acabam não se dedicando e valorizando muito esse entendimento. A culpa dessa grande bagunça que existe neste país é de todo mundo.Então, se somos todos culpados, vamos conversar para ver se podemos estabelecer critérios os mais simples possível.Se nós entendermos tudo, será fácil entrarmos em um acordo. Cada um falando um língua, aí não tem jeito. A gente está propondo uma campanha de esclarecimento para fixação de critérios, mas, para isso, precisamos colocar de um lado as instituições e de outro representantes dos consumidores.


FOLHA - Como o governo falta com a transparência?

DUTRA - Descobri por acaso analisando a TR que, na verdade, eles sempre arbitraram o rendimento da poupança por um percentual da taxa Selic, que era uma das propostas discutidas para mudar o rendimento da caderneta. Depois precisava dar uma roupagem científica para isso. Sabe o que BC fez? Bolou toda aquela fórmula: parâmetro A, B, redutor, tudo bobagem. É brincar de faz de conta e vai por aí afora.


FOLHA - Qual a maior fonte de ignorância financeira?

DUTRA - Existe uma súmula da STF que diz textualmente que é vedada a capitalização de juros [taxas compostas], ainda que expressamente convencionada. O que significa isso? Que você faz um contrato que tem juros compostos, mas pela lei não poderia. O que está errado? Essa afirmação bate de frente com tudo aquilo que nós fazemos no mercado financeiro e mundial.É o caso de perguntar ao ministro do STF: o senhor já emprestou dinheiro ou fez aplicação financeira em banco? Tem dinheiro no FGTS? Já? Então, usou juro composto. Esse cinismo em relação à matemática, que é uma ciência exata e neutra em relação às partes, é inaceitável. É uma demagogia barata, que acaba mantendo o cidadão brasileiro numa ignorância sobre assuntos que nem são complicados.


FOLHA - E qual o custo da ignorância para sociedade?

DUTRA - É um custo muito alto.A maioria das pessoas tem dificuldade em compor o próprio orçamento. Na hora em que vai comprar a prazo, vai atentar se a prestação cabe no orçamento.Compra confiando no futuro, na manutenção do emprego.Vai implicar para cada cidadão uma despesa maior do que aquela que ele teria se tivesse um conhecimento de cálculo; não precisa ser um especialista.O Brasil teve uma inflação crônica durante mais de 30 anos. Ninguém fazia um orçamento porque não tinha condição. O brasileiro não tem tradição de controle, de planejamento. É completamente desregrado, muito na base do "se Deus quiser, vai dar certo". Na primeira dificuldade que tem, não paga a prestação. Tudo isso gera um custo para sociedade muito grande. Há uma série de transtornos e falta de capacidade de fazer um mínimo de planejamento. Não são só pessoas simples; tem pessoas que ganham muito bem e são extremamente desorganizadas.


FOLHA - Houve progressos?

DUTRA - Com essas discussões, a sociedade de modo geral vai lucrar. A discussão leva a um esclarecimento. O lado positivo é que o consumidor vai começar a se inteirar. Vai se tornar mais esclarecido, o mercado vai ser muito mais transparente, os bancos vão se preocupar em dar informações mais claras.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

OBSSESSÃO PELA REDUÇÃO DO SPREAD CHEGOU TARDE E NO ENDEREÇO ERRADO.



Paulo Sérgio Xavier Dias da Silva
psxds@hotmail.com

Demorou muito tempo e foi necessário que a economia nacional ficasse numa situação desfavorável e a pressão aumentasse, para que o presidente Lula fosse acometido de uma verdadeira obsessão pela diminuição do spread bancário.
Apesar de ficar muito incomodado e proclamar em várias ocasiões que os juros no Brasil deveriam baixar, nada de contundente foi feito pela equipe econômica e em especial, pelo Banco Central.
Nem mesmo os sucessivos apelos do Vice-Presidente José de Alencar, proferidos até em hospitais, enquanto enfrentava e vencia problemas de saúde eram atendidos.
Há muito tempo - e, mais recentemente com o advento da crise econômica internacional - que economistas, empresários, sindicalistas, enfim, a quase totalidade da sociedade brasileira, vêm clamando para uma redução significativa dos extorsivos juros bancários, particularmente da taxa Selic, praticada pelo irredutível Banco Central.
Além de outras medidas complementares que não foram tomadas pelos gestores da área econômica, a que causa mais mal estar e indignação, sendo considerada a vilã número- um da crise, é indubitavelmente, a política de juros elevados praticados pelo Banco Central.
Para surpresa geral, no dia 08 de abril, Antonio Ferreira de Lima Neto, foi demitido de presidência do Banco do Brasil, sob alegação que demorava para reduzir os juros e o spread cobrados pelo banco.
Se não houve outras razões camufladas para a demissão, o motivo apresentado parece exagerado.
É evidente que o Banco do Brasil, por ter características de banco social, não deveria acompanhar a ganância da maioria dos bancos privados, mas, em contrapartida, tem de atender os interesses de seus acionistas minoritários e sinalizar para o mercado que se trata de uma instituição financeira rentável e confiável, sob pena de ver suas ações desvalorizadas.
Neste contexto, o endereço mais apropriado para saciar a obsessão presidencial deveria ser, primeiro, o Banco Central.
Se o Banco Central não visa lucro e seu acionista é o governo federal , que sempre almejou e alardeou que os juros deveriam baixar, não deveria tolerar tal insubordinação. Em qualquer banco ou empresa, o principal executivo que contrariar as determinações de seus acionistas majoritários é imediatamente exonerado.
Somos plenamente favoráveis que o Banco Central tenha liberdade para conduzir a política monetária e seja o guardião de nossa moeda, mas essa autonomia tem que ser vigiada e não se podem permitir ações que contrariem os maiores interesses nacionais, de desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda. Política monetária e combate a inflação não se resumem somente em aumentar e manter juros altos. É um expediente de fácil implementação, que deve ser usado em ocasiões especiais, por determinado período de tempo e que tem que ser bem dosado, para não provocar efeitos perversos e desnecessários.
Qualquer vestibulando para um curso de economia sabe que ao aumentar, de forma expressiva, a taxa de juros, numa economia extremamente dependente de crédito como a nossa, a demanda se retrai, o consumo cai e a inflação regride. Mas, o remédio tem que ser bem administrado e o processo de cura tem de incluir outros procedimentos, caso contrário, somente com uma overdose do mesmo medicamento, o doente vai direto para a UTI.
A taxa Selic, também denominada de “ juros primários “, é a base de referência para a formação dos juros praticados no mercado financeiro. Se essa taxa já é elevada, parte-se de um patamar mais alto, para se definir o valor do CDI – Certificado de Depósito Interbancário, que se traduz num sinalizador do custo de captação entre os bancos e demais instituições financeiras, que, a partir deste piso, agregam o famoso spread, termo da moda, citado até nas conversas de botequim e nas esquinas de nossas cidades.
Assim sendo, a prioridade zero a ser atacada é a redução efetiva da taxa Selic, e depois o spread bancário.
“O amaldiçoado spread”, nada mais é do que a diferença entre o custo de captação dos bancos e os juros cobrados para os tomadores de seus empréstimos e financiamentos, incluindo os custos operacionais, nível de risco de inadimplência das operações, cunha fiscal e, principalmente, lucros elevados.
Em primeiro lugar, o governo tem que fazer sua parte, diminuindo mais os tributos incidentes nas operações financeiras e usando a redução do compulsório como moeda de troca para que haja um melhor direcionamento e agilização na concessão de crédito, notadamente para os setores mais produtivos e estratégicos e para as pequenas e médias empresas.
A aprovação mais acelerada do cadastro positivo implicaria redução do custo atribuído à inadimplência e possibilitaria a fixação de taxas de juros menores e diferenciadas.
No que tange aos custos operacionais, os bancos já tomaram as providências necessárias com a racionalização das suas atividades, informatização, enxugamento do quadro de pessoal e obtenção de economias de escala, com consecutivas incorporações e fusões.
Quanto aos generosos lucros, como vivemos numa economia de mercado, ou se estabelece um esquema de maior concorrência, em que os bancos estatais deem exemplo e o governo adote mecanismos de incentivos fiscais, ou, em último caso, aumenta-se simplesmente o imposto sobre os lucros dos bancos, na mesma facilidade com que os juros são elevados.

Se nada mais for feito, o presidente Lula corre sério risco, ao comparecer a uma outra reunião do G-20, num futuro próximo, quando for questionado pelo presidente Barack Obama, na presença dos principais líderes das nações desenvolvidas, por que o Brasil ficou numa situação econômica tão difícil, quando tinha todas as condições para reverter a crise e se destacar no panorama internacional, vai ter que puxar o braço do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles e dizer “ Esse é o cara “.




Paulo Sérgio Xavier Dias da Silva
Economista graduado pela USP.
Consultor e assessor empresarial, especializado na
recuperação de empresas em dificuldades financeiras.